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Coach e mentora Ana Lucia Tanaka
@trevo360

Um pouco de história e sobre a educação de hoje

A minha primeira decisão importante na vida foi a escolha da minha carreira. Talvez tenha sido uma das decisões mais difíceis de tomar porque quando somos jovens – ainda estudantes do ensino fundamental – mal nos conhecemos e quem dirá sabemos no que somos bons. O ensino de hoje não desenvolve jovens pensantes, não estimulam a criatividade ou trabalham o autoconhecimento dos alunos. Saímos da escola e vamos para a faculdade sem o fundamental: aprender a nos relacionar, comunicar, negociar, planejar, entender e lidar com nossas emoções e frustrações, desenvolver empatia, autoconhecimento e muito mais.

Investigando meus talentos

No entanto fui por eliminatória, sabia que detestava exatas, tirava boas notas em biológicas e até me interessava por humanas. Formei em Relações Públicas e fiz pós graduação em Gestão de Comunicação e Marketing. Afinal, sempre me achei comunicativa e tinha facilidade de me relacionar com as pessoas. Fui aquela pessoa diplomática que separava as brigas dentro da sala de aula, entendia os dois lados da discussão e dificilmente tinha problema para lidar com alguém. Adorava ensinar, lidar com pessoas. Porém, isso ainda não era suficiente para tomar a decisão que influenciaria boa parte da minha vida e quando nova nem tinha consciência dessas habilidades. Não tinha autoconhecimento e não sabia dizer quais eram meus principais pontos fortes ou talentos – que hoje considero essencial – ou como poderia utilizá-los no trabalho, na vida para cumprir minha missão.  

Já na faculdade convivia com pessoas incríveis que fazem parte da minha vida até hoje. Lembro que, além de inteligente, considerava meu grupo muito talentoso. A Mari cantava e falava em público com uma facilidade encantadora, a Lari dançava balé e se apresentava que era lindo de ver, o Victor tocava bateria e sabia fazer a gente dar risada como ninguém, enquanto o Lucas tocava violão e tinha um charme de derreter as meninas. Então eu pensava: não sei tocar nada, muito menos cantar ou dançar, então qual é o meu talento?

Talento na verdade é aquilo que fazemos bem, com naturalidade e sem muito esforço. Nem sempre é perceptível no primeiro momento ou óbvio. Na maioria das vezes é necessário uma análise um pouco mais profunda. 

Quando temos consciência dos nossos principais talentos, fica muito mais fácil de descobrir nossa missão de vida, sabermos com o que queremos trabalhar, fazer entrevistas de emprego, saber onde nos encaixamos ou não e onde devemos investir esforços. 

Por sorte ou por destino, depois de formada comecei a trabalhar na área de marketing de uma das empresas referência em desenvolvimento humano e organizacional. Foi lá, assumindo uma equipe e participando de treinamentos de liderança e do processo de gestão de cultura organizacional que percebi o quanto era apaixonada por essa área e gostava de ensinar e contribuir no desenvolvimento das pessoas. Muitas vezes ficava claro quais eram meus talentos para os outros, mas não para mim. Lembro de ter participado de um treinamento com o pessoal do comercial. Resultado, ganhei o troféu de relacionamento e rapport. Então, com algumas provocações feitas por pessoas, que hoje considero meus mentores, comecei a prestar mais atenção e descobrir meus talentos. Fiz minha primeira formação em coaching e comecei a estudar os mesmos conteúdos dos trainers da empresa, mesmo trabalhando na área de comunicação e marketing até fazer essa transição.   

Então como descobrir nossos talentos? Como trabalhar utilizando nossos poderes? 

Convido você a começar a refletir sobre os insights abaixo, que fizeram parte de todo o processo contado acima:

  • Investigue seu passado, seu comportamento quando criança, como contei na minha história. Revelamos nossos talentos desde pequenos, mas muitas vezes não demos a devida atenção a isso;
  • Pense naquilo que você faz bem, com facilidade e não vê a hora passar;
  • Pense naquilo que você faria de graça;
  • Preste atenção naquilo que você se interessa e onde você investe tempo sem obrigação. Quais são os livros que você tem lido ou o que você tem estudado, gosta de estudar? 
  • Peça para pessoas mais próximas dizerem quais são seus principais pontos fortes ou seus diferenciais como pessoa e profissional.

A ajuda de um mentor pode ajudar nessa descoberta e também a deixar clara sua missão de vida e valores para nortear suas ações e escolhas, mas tentar sempre buscar pelo autoconhecimento e refletir sobre o que faz os seus olhos brilharem é um grande passo!

Afinal, como seria para você trabalhar fazendo o que você faz de melhor?

Passamos a maior parte do tempo trabalhando, por isso insisto que devemos fazer aquilo que fazemos com paixão, utilizando nossos talentos.  Você tem consciência dos seus talentos? Trabalha fazendo o que você faz de melhor e conectado com a sua missão?