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coach e mentora Ana Lucia Tanaka

Muitos confundem bondade e compaixão com empatia. Afinal o que é empatia? 

Ao contrário do que muitos pensam, a Regra de Ouro: “Faça para os outros o que gostaria que eles fizessem para você” não se aplica ao conceito, pois isso supõe que seus próprios interesses coincidem com os deles. Empatia é a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para guiar suas ações. Portanto, o ideal não é fazer para os outros o que gostaria que fizessem para você, pois eles podem ter gostos diferentes, e sim trabalhar a sua empatia.

Sobre modelos de mundo diferentes

Minha mãe demorou um pouco para entender que eu não tinha perfil para prestar concurso público e mais ainda quando disse que largaria a área de comunicação e marketing, que aparentemente gostava muito, para trabalhar com desenvolvimento humano. Nessas duas situações confesso que não tivemos as melhores conversas, mas, na época, eu também demorei para entender o modelo de mundo dela, senhora que nasceu na década de 50 que tinha como referências de sucesso e sinal de segurança pessoas com apartamento e carro próprio, empregadas na mesma empresa por anos, casadas e com filhos. Também tive que amadurecer bastante para compreender que os pais projetam as crenças e vontades deles – aquilo em que eles acreditam ser o melhor ou queriam para suas vidas – em nós, nas nossas vidas, e por isso querem opinar – quando não impor ou tentar influenciar – nas nossas decisões mais importantes. Isso me deixava maluca e sempre batíamos de frente.

Uma dose de empatia

Olhar a situação por outra perspectiva, compreender profundamente que apesar da forma dela se expressar o que ela queria era o meu bem, desenvolver empatia e aceitar o modelo de mundo dela foi o que me libertou. Não só pelo fato de que eu não me incomodava mais com uma série de coisas, mas pelo fato de conseguir manter minha presença sem ego, trabalhar a escuta ativa e conseguir argumentar com todo o respeito e carinho, que foi o que fez – finalmente – com que ela também passasse a me escutar e entendesse os porquês das minhas decisões. Hoje ela apoia e incentiva minhas escolhas independente de qualquer coisa. Ela passou não só a entender, mas acreditar em mim e nosso relacionamento começou a mudar completamente para melhor. [Esse é um exemplo de que precisamos mudar primeiro antes de esperar qualquer mudança do outro]

A forma como acolhemos o que ouvimos e nos colocamos para o outro faz toda a diferença e nos torna responsáveis pelo resultado, pelas reações e no final pela harmonia em nossos relacionamentos. A empatia é uma ferramenta poderosa para isso!

Pensando nisso, vale refletir quanto você tenta entender o modelo de mundo, a individualidade e as motivações do outro em uma discussão e em outras ocasiões, por exemplo, antes de julgar. 

Quão empático você tem sido com as pessoas ao seu redor?